A
Capacidade para Voar
A pena é o principal fator para as aves poderem voar. O
corpo das aves é aerodinamico e proporcionalmente leve,
em virtude da estrutura do esqueleto e da presença de numerosas
câmaras de ar, em várias regiões do corpo.
A musculatura peitoral, que fornece a força motriz para
as asas, é bastante desenvolvida, e o sistema respiratório
atinge um alto grau de eficiência, no que se refere à
rápida troca de gases e a refrigeração.
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AQUI PARA SABER A FUNÇÃO DA CAUDA E DAS ASAS NO
VÔO
A
mecânica de vôo é um assunto complicado, que
se relaciona com a aerodinâmica e, como tal, tem sido objeto
de considerável estudo, nos últimos anos. Os mesmos
princípios usados na aviação aplicam-se ao
vôo das aves.
As asas de uma ave e de um avião são, de certa maneira,
comparáveis. Ambas são aerodinâmicas de maneira
a reduzir a resistência ao ar e ambas possuem um abaulamento,
com a superfície dorsal convexa, de maneira que a pressão
inferior excede a superior. A metade mais interna da asa de uma
ave, entretanto, está primariamente relacionada com a elevação,
enquanto a metade mais externa, do "pulso" até
a extremidade, deve agir como força propulsora, do mesmo
modo que as partes da asa de um avião. Enquanto as hélices
de um avião fazem um círculo completo, a parte distal
da asa de uma ave limita-se a exceder um semicírculo. A
parte externa da asa, contudo, é muito versátil;
não só é capaz de produzir um avanço,
como também o inverso, funcionando como as pás de
um helicóptero para levantamento vertical ou para planar,
e desempenha a mesma função da parte interna de
uma asa.
Estudos
sobre movimentos das asas durante o vôo mostram que os movimentos
comuns são: para baixo e para frente no movimento para
baixo e para cima e para trás no movimento para cima. Além
disso, no movimento para cima, a asa é parcialmente dobrada
de modo a reduzir a resistência ao ar. Durante o pouso,
as aves fazem uso das bordas, como o avião, ao aterrisar.
Isto é obtido aumentando-se rapidamente o ângulo
da asa de maneira que a parte de trás fique dirigida para
baixo. Isto aumenta a elevação, temporariamente,
a uma velocidade reduzida e termina, quando os pés tocam
o chão.
Durante
o vôo, as aves precisam de órgãos dos sentidos
muito eficientes para detectar a velocidade e a direção
das correntes de ar. Estudos experimentais recentes com Carduelis,
que estavam voando num túnel de vento, demonstraram que
as penas peitorais servem como um importante órgão
para a percepção de correntes de ar. As aves com
estas penas imobilizadas mostram um aumento no números
de batimentos das asas por segundo. Aparentemente, estas penas,
quando livres, em associação com os mecanorreceptores
em suas bases, funcionam como órgãos para a percepção
de correntes de ar, necessária para um vôo eficiente.
As
aves, que voam a grandes altitudes ou planam, devem fazer uso
de correntes de ar ascendentes. Na terra, o vento se eleva, quando
é defletido por objetos, tais como montes ou montanhas.
O ar também se eleva, quando aquecido próximo do
solo. Isto produz correntes térmicas ascendentes, que são
usadas por muitas aves de rapina. Aves marinhas planadoras, como
o albatroz, fazem uso semelhante de correntes de ar que segundo
se acredita, resultam do movimento das ondas, na superfície
do oceano.
Algumas
aves quase sempre voam sozinhas, mas outras voam em grupos ou
em bandos de vários tipos. Os bandos podem ter vários
tipos de formações em linha, simples e composta,
como os pelicanos, os biguás, patos e gansos
ou
váiras
formações grupais, como Agelaius, estorninhos,
pombos e tordos americanos.
A
formação de bandos pode ter relacionamento a vários
fatores. Geralmente, são formados para proteção
contra predadores fornecendo detecção visual maior
e confundindo o inimigo ao se dispersarem, sendo que a chance
de ser predado diminui. Outros especialistas argumentam que a
formação em bandos ajuda a aerodinâmica do
vôo, comunicação e orientação.
As
asas também são usadas para a natação.
Exemplo mais claro é o do Pingüins, que usam os apêndices
anteriores como remo. As asas são feitas de penas modificadas
e achatadas que parecem escamas. Estas asas não servem
para voar, mas apenas para propulsão submarina. Algumas
aves natatórias como os biguás e mergulhões,
os pés são usados para nadar, o que dá a
essas espécies uma maior mobilidade embaixo da água
do que as asas o fariam. Isto é uma vantagem onde há
vegetação aquática e outros obstáculos.
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