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Archaeopteryx
- A Deusa do Vôo
A
primeira descoberta foi feita em 1861; a segunda, em 1877 e a terceira,
em 1959, tendo sido chamada de Archaeopteryx Lithographica
(Fig. 1). Fornece evidências definitivas de que as aves evoluíram
a partir de ancestrais répteis. O crânio era muito semelhante ao
dos primitivos arcossauros tecodontes dos quais, acredita-se, tenham
surgido os dinossauros e as aves. Possuíam dentes e costelas abdominais
e havia uma longa cauda óssea, os
dedos dos membros anteriores possuíam garras.
Archaeopteryx
possuía penas, e a forma das asas e das pernas era essencialmente
semelhante as das aves modernas (Fig. 2). Basicamente, não têm havido
grandes mudanças durante 150 milhões de anos. Estas aves ancestrais,
por conseguinte, tinham uma forma aerodinâmica para planar e, provavelmente,
para voar. Um apoio adicional para a teoria de que fossem capazes
de manter o vôo, é fornecido pela observação da estrutura da cintura
peitoral, que possuía um ponto de origem adequado para o músculo
peitoral, que dá força às asas.Archaeopteryx é classificado numa
subclasse diferente de todas as outras aves, conhecida como Archaeornithes.
Ainda
que Archaeopteryx tenha vivido há cerca de 150 milhões de anos,
muito pouco se sabe sobre a evolução das aves até cerca de 30 milhões
de anos mais tarde, no Cretáceo. Nos depósitos deste período, foram
identificados Hesperornis, uma ave semelhante a uma alca, que possuía
dentes cônicos em ambas as mandíbulas, e o Ichthyornis, semelhante
a uma gaivota .... Figura1. Restauração do Archaeopteryx moderna
em todos os aspectos. Antes do final do
Cretáceo, surgiram aves semelhantes a garças, biguás e gansos.
Todas
estas, como também as que se desenvolveram subseqüentemente, estão
na subclasse Neornithes. Foi apenas no começo do Terciário que as
aves começaram a se ramificar em diversos tipos diferentes. Dos
depósitos do Ecoceno, são conhecidos representantes de, pelo menos,
27 famílias modernas, que incluem falcões, urubus, tetrazes, surucuás,
picanços, andorinhões, corujas e multas espécies aquáticas, como
pingüins e aves vadeadoras. Uma das aves mais surpreendentes deste
período foi urna ave gigante predadora
Figura2. Archaeopteryx com suas penas e garras
terrestre,
não voadora, chamada Diatryma. Esta ave enorme tinha quase 2 metros
de altura, possuía uma cabeça enorme e um bico imenso, curvo na
extremidade. No Oligoceno, evoluíram albatrozes, pelicanos, cagarras,
pássaros canoros do Velho Mundo, pardais e, ainda, alguns gêneros
modernos. Durante o Mioceno, evoluíram quase todas as famílias e
alguns gêneros de aves modernas. No final do Plioceno, provavelmente,
quase todos os gêneros modernos estavam presentes.
Durante
os períodos de glaciação, no Pleistoceno, muitas espécies extingüiram-se,
quando as condições climáticas se tomaram muito severas. Algumas
destas eram aves enormes, como Teratornis, um urubu com 4,5 metros
de envergadura, encontrado nos poços de alcatrão de La Brea, no
sul da Califórnia; as aves-elefantes do gênero Aepyornis, que viveram
em Madagáscar, pesavam mais de 450 kg; algumas espécies de Moas
da Nova Zelândia atingiam mais de 3,6 metros de altura.
Outras
fotos de Archaeopteryx
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